quarta-feira, 11 de julho de 2012

Autoridades e lideranças prestigiaram posse da nova diretoria Fecosul


A noite chuvosa da quinta-feira (05/07) não impediu que mais de 200 convidados prestigiassem a posse da nova diretoria da Fecosul. Autoridades, políticos e lideranças sindicais exaltaram a importância do trabalho da Federação na defesa dos trabalhadores do comércio e serviços.

Presidente empossado, Guiomar Vidor Presidente empossado, Guiomar Vidor
O presidente reeleito e empossado, Guiomar Vidor, foi extremamente aplaudido e elogiado pelo seu discurso que destacou a ampliação da representatividade dos sindicatos e das mulheres na nova diretoria da Fecosul. “Ampliamos e reforçamos nossa direção, agora composta por 65 membros e sete vice-presidências regionais. Vamos continuar contemplar todas as forças políticas que atuam dentro de nossa entidade, construindo na prática a unidade dos comerciários gaúchos e reforçando a luta por novas conquistas”, declarou o presidente Vidor.

Presidente da CNTC, Levi Fernandes PintoPresidente da CNTC, Levi Fernandes Pinto
Levi Fernandes Pinto, presidente da CNTC, em seu pronunciamento, destacou lutas dos comerciários com ênfase na regulamentação da categoria. Ele também reverenciou a atuação da Fecosul e a importância da entidade gaúcha nas lutas gerais dos trabalhadores do Brasil.

A mesa de da cerimônia de posse foi composta por autoridades e lideranças como: o presidente da CNTC, Levi Fernandes Pinto; Superintendente Regional do Trabalho e Emprego RS, representando o Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Brizola Neto, Cláudio Antônio Cassou Barbosa; diretor de Qualificação e Gestão Pública do RS, Paulo Renato Rodrigues, representando o Governador Tarso Genro; Deputado Federal Assis Melo; Secretária de Estado do Turismo, Abgail Pereira; Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região Cláudio Luiz Corrêa Silva; ´Presidente da UGT/RS, Paulo Barck; Vice-presidente da CTB/RS e tesoureiro da FETAG/RS, Sérgio de Miranda; Diretora-Secretária Geral Adjunta da OAB/RS, Maria Helena Camargo Dornelles e os diretores da Fecosul Silvana Maria da Silva e Paulo Fernando Pinto Ferreira.

Guiomar Vidor recebe diploma das mãos do Presidente da CNTC; da Secretaria de Turismo, Abgail Pereira; do Presidente da Federação dos Comerciário do Nordeste, José Coelho e do 1º Secretario da CNTC, Lourival Figueiredo Melo.Guiomar Vidor recebe diploma das mãos do Presidente da CNTC; da Secretaria de Turismo, Abgail Pereira; do Presidente da Federação dos Comerciário do Nordeste, José Coelho e do 1º Secretario da CNTC, Lourival Figueiredo Melo.
Após os discursos todos os diretores empossados receberam diploma e carteira de identidade sindical das mãos da Fecosul e do presidente da CNTC, que declarou a diretoria empossada. 

A posse também foi prestigiada por outras várias autoridades e lideranças que se fizeram presentes, além de dirigentes de diversos sindicatos de todo o Estado, amigos e funcionários da Fecosul.

Assessoria de Comunicação Fecosul

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Longa jornada e baixos salários afastam trabalhadores do comércio

Reproduzo matéria produzida pela Fecosul que retrata a situação dos comerciários gaúchos.

A Fecosul com apoio dos seus sindicatos realizou pesquisa informal sobre a satisfação de trabalhar no comércio. As respostas não surpreenderam. O salário e a jornada de trabalho dos comerciários são os fatores que mais afetam os trabalhadores do setor. Estes são os motivos de muitos pedidos de demissão, da alta rotatividade no setor e da dificuldade do comércio, em especial os supermercados, conseguirem mão de obra.


A grande maioria que quer sair ou que já saiu do comércio aponta a extensa jornada e a pouca valorização do trabalho como decisivos para a continuação no setor. Principalmente, os que estão em supermercados, e que trabalham domingos e feriados.

Mesmo os que gostam do seu trabalho, do contato com o cliente, se queixam da falta de valorização desta atividade essencial para a economia das cidades, do Estado e do País. Os comerciários ainda citam a falta de vale transporte, a falta de vale alimentação, falta de auxílio creche, de auxílio estudante, entre outros.

Até mesmo quem é demitido não lamenta. “Foi uma boa porque não aguentava mais as condições de trabalho e o pouco incentivo para crescer, relata Janaína Souza de Morais, 20 anos, de Ijuí. “Está demais’, a primeira questão que fez um sair do supermercado foi a financeira, e depois o horário”, disse Marcos Meira, 30 anos, também de Ijuí, que mudou de setor.

Em Carazinho e Região, de janeiro a maio deste ano, foram 132 pedidos de demissão de funcionários de supermercados. "Chegou um tempo que eu decidi que precisava de qualidade de vida. Raramente se tem um sábado livre, quando se trabalha no comércio, então fiz um concurso público e passei”, comemora Vanderlei Assmann, 34 anos, que trabalhou 13 no comércio de Carazinho.

As queixas são as mesmas para todos os entrevistados. Mesmo os que querem continuar no setor reivindicam melhorias e mais valorização do trabalho. É o que dizem trabalhadores no comércio de Santiago, Taquari, Farroupilha, Uruguaiana, Bento Gonçalves, Taquara, ijuí e Carazinho, que responderam a pesquisa.

Dieese mostra a diferença entre comércio e outros setores

Estudo do Dieese aponta que a jornada média semanal do comércio é de 47 horas, a mais alta entre os setores. Esta média ultrapassa em 3 horas, a jornada semanal de 44 horas. E afeta mais os jovens e as mulheres. Os jovens comerciários não podem prosseguir nos estudos e na sua qualificação, quesito muito cobrado na hora de contratar. Já para as mulheres comerciárias, que na região Metropolitana de Porto Alegre são a grande maioria das trabalhadoras do setor e 63% são mães, é difícil conciliar a vida profissional e a familiar com a jornada tão longa. As condições afetam a família toda.



Ao analisar a renda, o Dieese mostra que o salário do comerciário está na frente apenas do setor agropecuário, que tem média de R$ 749,60, e no comércio a média é R$ 797,30. Já na indústria e serviços a jornada é menor, 43 e 42 horas, respectivamente, e os salários de contratação giram em torno de R$ 914,10 e R$ 919,20.

Pedidos de demissão são 33% dos desligamentos no comércio

Conforme o estudo do Dieese, feito pela economista Daniela Sandi, os pedidos de demissão no comércio gaúcho representam 33,4% dos desligamentos. Este índice representa um terço das demissões, ficando abaixo apenas das demissões por iniciativa das empresas que são 45,6%.

Fecosul diz que vai continuar luta pela redução da jornada

Para o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor a pesquisa feita com o apoio dos sindicatos, mesmo que informal, mostra a situação dos trabalhadores no comércio do Estado, em especial dos trabalhadores em supermercados. “É preciso que os empresários do setor se conscientizem que os trabalhadores precisam ser valorizados. Que o trabalho aos domingos não dá lucro, não gera emprego, deixa o trabalhador descontente e desagrega a família. Este estudo também fortalece e justifica a campanha do movimento sindical pela jornada de 40 horas semanais", destaca Vidor.

“A Federação vai continuar e aprofundar a luta nas negociações coletivas para que melhorem as condições de trabalho, que melhorem os salários e que haja descanso aos domingos e feriados”, completa o presidente da Fecosul.

“Fica claro que a atividade profissional no comércio começa a deixar de ser interessante. Fica mais claro ainda a necessidade que a classe patronal reveja seus conceitos conservadores. Qualidade de vida é preciso”, defende o presidente do Sindicato dos Comerciários de Carazinho e Região, Ivomar de Andrade (Tomate).

Assessoria de Imprensa Fecosul, com colaboração de Adriano Shöer e Sereno Azevedo.



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Série Plano de Lutas – Fecosul defende participação de dirigentes nas eleições



A Fecosul defende em seu Plano de Lutas, aprovado no 9º Congresso, a participação ativa de dirigentes sindicais no processo eleitoral. Além da participação, deve haver o apoio público a candidaturas comprometidas com as lutas dos trabalhadores em defesa do desenvolvimento de um país mais justo.

Efetivamente dirigentes sindicais fazem parte, ainda, de uma minoria a ocupar cargos eletivos. No entanto, há de se registrar os avanços e as intervenções que os dirigentes sindicais vêm provocando ao longo do processo de redemocratização e de afirmação das grandes bandeiras de luta da classe trabalhadora nos rumos do país. Assim, a Federação busca incentivar nossos dirigentes a tomar frente de cargos em todas as instâncias, seja municipal, estadual ou federal.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destaca que o papel primordial do dirigente sindical é representar de forma eficiente àqueles que representa, ou seja, os trabalhadores de sua base. “Construir uma entidade forte, com uma direção coletiva, que fiscalize as condições de trabalho e que busque mais avanços para categoria”, observa Vidor.

“Agora, um dirigente sindical não pode apenas se ater a isto, precisa estar presente na luta do conjunto de sua classe, onde estão incluídas as mais diversas categorias. A unidade da classe trabalhadora e sua luta de forma coesa é que possibilitem novas conquistas para os trabalhadores”, acrescenta o presidente da Fecosul.

Por outro lado, se observa que a luta dos trabalhadores e suas conquistas, cada vez mais dependem da luta política. Conquistar o reajuste do salário mínimo, 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, terceirização, tudo se decide no Congresso Nacional.

Salário mínimo regional, investimentos em saúde, segurança, educação, dependem da nossa força nas ruas e na Assembleia Legislativa e nas Câmaras de Vereadores. Considerando ainda que são as Câmaras de Vereadores que decidem sobre o horário de funcionamento do Comércio e dos serviços de cada cidade. “Se este raciocínio está correto, podemos afirmar que se tivermos nos governos e no parlamento pessoas comprometidas com a nosso luta, mais fácil vai ser de conquistarmos nossos objetivos. É neste sentido que a Fecosul apontou em seu 9º Congresso, a necessidade de elegermos pessoas de nosso meio comprometidas com as nossas bandeiras de luta. Somente desta forma conseguiremos avançar na construção de um projeto de nação desenvolvida, democrática e que tenha como mola mestra a valorização do trabalho”, enfatiza Vidor.

Segundo o presidente da Fecosul, a eleição de Lula mudou os rumos do país. Vidor observa que muito ainda precisa ser feito, mas ficou patente que com a visão de um trabalhador, podemos dar início a um ciclo de mudanças que não pode parar. “Cada um de nós pode dar a sua contribuição na construção deste novo Brasil que queremos. Nas eleições deste ano, vamos eleger pessoas que tenham compromisso com nossa categoria e com o conjunto da classe trabalhadora”, completa.

Entre os representantes sindicais comprometidos com a luta dos trabalhadores está a segunda vice-presidente da Fecosul e presidente licenciada do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, a vereadora em Ijuí, Rosane Simon.


Rosane, qual a importância de estar na Câmara representando os trabalhadores?  
Considero fundamental estar na Câmara de Vereadores com essa consciência de classe, pois em grande parte das ações e projetos que analisamos, fizemos esse filtro de ver se beneficia ou não a maioria do povo que são os trabalhadores.


Você acha que os eleitores têm dificuldade de entenderem a diferença de um candidato que vem do meio sindical e que está comprometido com seus interesses? Por quê?
Os apelos e campanhas da grande mídia para denegrir a imagem da política, dos políticos são imensos. Daí dificulta um pouco essa identidade que o eleitor possa ter com seu representante. Mas com o trabalho sério e a divulgação que o dirigente sindical faz via imprensa sindical ou mesmo imprensa local (em especial o rádio no interior), é possível sim atingir parte importante da classe trabalhadora e ter seu apoio.


Qual o papel de um dirigente sindical que ocupa um espaço de poder, seja no legislativo ou executivo?                                                       
Nosso papel é ser fiel ao que pregamos enquanto sindicalistas, ou seja, estar atento e lutar para que se consiga avançar nas conquistas dos trabalhadores e das trabalhadoras. E procurar ampliar sempre a compreensão da sociedade no que se refere a ser parceira da nossa luta.



Assessoria de Comunicação Fecosul

Márcia Carvalho
Marina Pinheiro 
Fotos: Tiago Cidade


quinta-feira, 21 de julho de 2011

100 anos da descoberta de Machu Picchu

Neste ano,a partir de 3 de julho, estão sendo realizadas as comemorações dos 100 anos da descoberta de Machu Picchu (montanha velha no idioma quíchua), símbolo vivo do grande Império Inca que durou de 1438 até 1533.

O arqueólogo e professor Hiram Bingham(1875-1956)foi quem chefiou a expedição, que em 24 de julho de 1911, orientada por agricultores das proximidades o levaram até o local das ruínas.

Machu Picchu está situado no colo de uma linda montanha, a quase 2.500 metros acima do nível do mar, servindo de observatório a uma vista esplendorosa, cercada pelo Vale do Rio Urubamba, montanhas imensas, de uma beleza difícil de ser descrita por palavras.



Segundo os historiadores, Machu Picchu, demorou em torno de 100 anos para ser construída e ainda estava inacabada. Abrigava em torno de 500 a 600 moradores.

O que chama atenção, é a forma com que aquele povo, há mais de 500 anos, realizou obras, por toda parte do império, com arquitetura e engenharia tão avançadas, que surpreendem a engenheiros e a qualquer observador mais exigente.

A descoberta de Machu Picchu, teve um papel determinante no ressurgimento do passado inca e na preservação da cultura de um povo que foi dizimado pelos colonizadores espanhois.

Junto com Machu Picchu, resurgiu a identidade de um povo que construiu um império que possuía mais de 12 milhões de habitantes, se estendendo desde o norte da Argentina até o Equador, com mais de 25 mil quilômetros de estradas ao longo do litoral e embrenhadas por dentro da mata.



Desde Cusco, centro do grande Império Inca, que foi totalmente destruído pelos Espanhois, passando pelo Vale Sagrado, a Machu Picchu, podemos desfrutar de uma paisagem exuberante, irmanada com a história de um povo que dedicou-se com grande propriedade, não só à realização de grandes e magníficas obras de engenharia, mas também no desenvolvimento de um modelo agrícola adequado àquela região íngreme, contribuindo na domesticação de vários produtos como a batata, o milho, entre outros.Um povo simples, solidário e apegado a mãe terra a quem tem um apreço inestimável.

Tanto na cidade de Cusco, bem como por toda extensão do Vale Sagrado e na capital Lima, podemos observar verdadeiras obras de arte ao ar livre, passando por museus e magníficas igrejas construídas pelos espanhois. Destaca-se aqui as catedrais de Cusco e de Lima, esta última, com duas imponentes torres, cinco naves e dez capelas laterais, esbanja uma beleza interna de obras sacras inimagináveis.



Eu e meu filho Thomaz, ficamos encantados com tanta beleza e hospitalidade.Com certeza este é um dos mais lindos passeios que podem ser realizados. Nós recomendamos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fecosul posiciona-se contra Megafusão Pão de Açúcar/Carrefour

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS-FECOSUL-, vem a público manifestar sua contrariedade a megafusão anunciada pelo grupo Pão de Açúcar com a gigante varejista francesa Carrefour, que passariam a representar mais de 40% das vendas efetuadas pelas 500 maiores empresas do setor no Brasil.

Esta fusão representa uma concentração cada vez maior do setor no país, o qual além de provocar prejuízos à concorrência no comércio em geral, traz prejuízos ao setor industrial impondo preços e condições, aos consumidores em médio prazo e aos trabalhadores do setor, que com a concentração tem os empregos reduzidos e as condições de trabalho cada vez mais precarizadas.

Outro fato inaceitável, é a utilização de dinheiro público, mais de R$4,5 bilhões, que seriam liberados pelo BNDS para viabilizar a referida transação. Dinheiro que falta para investimentos na área da saúde, educação, infra estrutura, e tantas outras necessidades bem mais prioritárias que a fusão de duas gigantes do setor varejista, que nada trazem de benefícios a economia e a sociedade brasileira.

Porto alegre, 04 de julho de 2011.

Guiomar Vidor-Presidente da FECOSUL

Caminhada de comerciários lança campanha salarial em Porto Alegre


Cerca de 400 comerciários vindos de várias partes do Estado participaram, na manhã desta quinta-feira, dia 30, de caminhada no centro de Porto Alegre. A manifestação marcou o lançamento estadual da campanha salarial 2011 da categoria e foi organizada pela Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul). A caminhada reuniu cerca de 50 sindicados filiados à Fecosul. Agora, as manifestações serão levadas ao Interior. O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, considerou positivo o resultado do ato. “É o começo. É a grande luta dos comerciários e vai intensificar a mobilização da categoria. Também serviu para denunciar o descaso no tratamento que recebemos nas mesas de negociação.”

Em reunião de negociação no dia 17 de junho, a Fecomércio propôs um piso salarial de R$ 625,00 (abaixo do piso salarial no RS que é de R$ 638,00) e aumento de 5,27% nos salários dos trabalhadores do comércio. O presidente da Fecosul considerou frustrante a proposta. O reajuste sinalizado pela federação patronal está abaixo da variação do INPC, que foi de 6,44% nos últimos 12 meses. A categoria reivindica piso de R$ 750,00 e aumento salarial de 14%. “Os índices de crescimento e as previsões do setor para 2011 demonstram que as empresas têm plenas condições de atender aos trabalhadores”, disse Vidor. Ele lembrou ainda que o comércio teve um lucro 10,7% acima da inflação no ano passado. O slogan da campanha salarial deste ano é “Chega de Levar Balão. 14% Já. Comércio de bolso cheio, comerciário de bolso vazio”. A caminhada de ontem (30) teve como pont o final o prédio da Fecomércio, na rua Alberto Bins. Nova rodada de negociação, inicialmente marcada para dia 1º, está agora agendada para o dia 8 de julho.



A pauta que vem sendo negociada pela Fecosul com a Fecomércio inclui 70 cláusulas. Entre as principais se destacam as reivindicações de que nenhuma empresa do comércio no Estado pague salário menor que o valor do piso regional, trabalho aos domingos e feriados somente com convenção coletiva de trabalho, licença-maternidade de 180 dias, plano de saúde, auxílios creche e escolar, além de outras.



A concentração dos trabalhadores do comércio gaúcho teve início na Esquina Democrática a partir das 9 horas. Dali, eles seguiram em caminhada pela rua dos Andradas até a Dr. Flores, pegando depois a Alberto Bins. Em frente ao prédio da Fecomércio, houve várias manifestações de sindicalistas. Os comerciários receberam apoio de outras categorias. Ao microfone, Sérgio de Miranda, representante da Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura RS), disse que estava ali para lembrar que os comerciários são parte fundamental no crescimento do comércio gaúcho. “Não existe motivo para que a patronal não atenda as reivindicações da categoria.”

texto: Ivan Vieira
fotos: Márcia Carvalho

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ato de 1º de Maio da CTB reúne mais de 25 mil em Caxias

Mais uma vez o ato show da CTB do Dia do Trabalhador, em Caxias do Sul, reuniu milhares de trabalhadores, nos Pavilhões da Festa Uva, neste domingo, 1º de maio. Foram mais de 25 mil pessoas que assistiram aos shows e aos pronunciamentos dos líderes sindicais.

Antes da atividade cultural, a CTB realizou um debate sobre desenvolvimento do país sob o tema “As Lutas dos Trabalhadores para Brasil Avançar”. A mesa do debate foi coordenada pelo presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor, e contou com a presença do vice-governador do Estado, Beto Grill e do deputado federal Assis Melo (PCdoB), da deputada federal, Marisa Formolo (PT), do vice-presidente nacional da CTB, Vicente Selistre, e da presidente do Sindicato da Alimentação de Caxias do Sul, Arlete Schmitz.


"Defendemos o desenvolvimento com políticas públicas para os trabalhadores"

O presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor, que também é presidente da Fecosul, disse que o debate tinha por objetivo aprofundar o que a CTB defende que é um projeto nacional com desenvolvimento e valorização do trabalho. “Isso significa que queremos políticas de governo federal voltadas aos trabalhadores como saúde, moradia, transporte, lazer. Muito já conquistamos, mas muito ainda precisa ser feito. Elogiamos a valorização do salário mínimo nacional e a bolsa família, mas criticamos a política econômica”, destacou Vidor.

“Queremos redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, mais respeito pelos aposentados, entre outras questões que reflitam em melhores condições de vida para os trabalhadores”, reforçou o presidente da Fecosul e da CTB/RS.

O vice-governador falou dos projetos do governo estadual para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “Não queremos dividir o Estado na metade sul e metade norte, queremos tratar cada região e cada setor da economia com suas peculiaridades e reforçar seus potenciais”, discursou Beto Grill. Ele ainda disse acreditar que sindicatos fortes e livres fortalecem deputados e outros políticos que defendem a luta dos trabalhadores. “Senão haverá retrocesso”, falou Grill se referindo ao fortalecimento da democracia no país.

Já o deputado federal, Assis Melo, disse que os trabalhadores têm sim o que comemorar no dia 1º de Maio. “Muito já foi conquistado como as lutas dos trabalhadores como o direito de estarmos aqui reunidos discutindo as políticas do país. Em outros tempos isso não era possível”, disse Assis. “A eleição de um deputado comunista também é uma conquista para os trabalhadores”, completou o deputado do PCdoB.

Mais uma vez a CTB levou milhares de pessoas para o já tradicional ato show em Caxias do Sul
Na parte da tarde mais de 25 mil trabalhadores foram embalados pelos os shows da Família Hip Hop e Bateria Show, Lucas e Marcos, Osvaldir e Carlos Magrão, Tchê Garotos e Papas da Língua. Também houve atividades como educação ambiental. Os shows foram intercalados com falas das lideranças sindicais e movimentos como das mulheres e estudantil.

O ato foi uma promoção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sindicato dos Comerciários, Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, com apoio da Prefeitura de Caxias e das rádios Mais Nova e São Francisco Sat. Outros sindicatos da região como comerciários de Farroupilha e Canela, e Seaacom Caxias também participaram da atividade.

Vários shows embalaram o público trabalhador como a banda gaúcha Papas da Língua 
Dirigentes da Fecosul e outros sindicatos filiados à Federação também participaram do 1º de Maio da Prefeitura de Canoas que contou com apoio da CTB e de outras centrais sindicais. Assim como os sindicatos da Fronteira Oeste participaram da comemoração em Alegrete e outras cidades.

Márcia Carvalho

sexta-feira, 8 de abril de 2011

XVI Congresso da FSM unifica luta dos trabalhadores de todos os continentes

De 05 a 10 de abril, em Atenas, na Grécia, local em que é considerado o berço da democracia da civilização, realiza-se um dos maiores encontros da classe trabalhadora mundial. São mais de 800 delegados representando 106 países de todos continentes.

É sem dúvidas um momento de rara beleza e de singular oportunidade de acúmulo de conhecimento acerca da situação econômica, política, social e cultural dos povos de todo globo.

A beleza de Atenas, circunda este encontro, o qual tem um significado histórico, por marcar um momento de retomada pujante da Federação Sindical Mundial (FSM), após um ciclo de estagnação provocado pela queda do chamado socialismo real no início dos anos 90.




O XVI Congresso realiza-se num momento de significado importante para o reforço das convicções da classe trabalhadora mundial, na busca de um novo modelo de organização política e social, que tenha como princípios a democracia, a liberdade e a justiça social.

Uma análise profunda sobre as causas e conseqüência da recente crise do sistema capitalista internacional centralizou os debates.



Ficou patente que a crise desnuda as contradições e fragilidades do sistema capitalista e de seu caráter antissocial, que tem como primeira reação a privatização do estado, o corte de direitos a expansão da miséria e o desemprego.

Este encontro, além de nos possibilitar o debate sobre os múltiplos aspectos da crise internacional e seus reflexos para a classe trabalhadora mundial, nos remete a necessidade de buscarmos uma articulação política e sindical internacional sólida, classista, que viabilize um plano de lutas unificado de enfrentamento ao neoliberalismo em geral e ao imperialismo norte americano em particular.


A redução da jornada de trabalho sem redução de salários deverá ser uma das bandeiras centrais da luta mundial, junto com a defesa dos direitos sociais, ameaçados pelos capitalistas como forma de enfrentamento à crise que deram causa.

Uma FSM ampla e democrática, com espírito renovado e agregador, será um instrumento importante para orientar o movimento operário internacional na luta em defesa dos interesses imediatos e futuros da classe trabalhadora mundial.



Também participam deste encontro o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, Leandro Velho, e o tesoureiro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), Sérgio de Miranda.



Guiomar Vidor

Presidente da Fecosul (Federação dos Trabalhadores no Comércio de Bens e de Serviços do RS)

Presidente da CTB/RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Delegado ao XVI Congresso da Federação Sindical Mundial

Atenas, na Grécia

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Valorização do Piso Regional, Desenvolvimento e Distribuição de Renda

Quando criado em 2001, o menor valor do Piso Regional do RS valia o equivalente a 1,28 salário mínimo nacional. Hoje, este valor representa apenas 1,07 salário mínimo, acumulando uma perda de 27,41%.

Governador Tarso Genro recebeu reivindicações das centrais sindicais 

Ao contrário da política estadual desenvolvida no último período, a CTB e as demais centrais sindicais, conseguiram junto ao governo federal, implementar uma política de valorização do salário mínimo nacional, que em 8 anos, teve um reajuste acumulado de 170%, representando um aumento real de 52,83%. Esta política ajudou a fortalecer o mercado interno, distribuiu renda e junto com outras medidas, possibilitou a geração de 15 milhões de empregos formais, reduzindo a população desocupada para menos de 1,5 milhão de pessoas, fato inédito na história recente do país.   

A valorização do Piso Regional, ao contrário do que afirmam alguns setores empresariais, representa um poderoso instrumento de democratização da renda, desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras que mais precisam.

A economia gaúcha, no ano de 2010, cresceu mais do que a nacional, com uma expansão de 7,8%. O ICMS, receita propulsora dos investimentos do Estado, teve um crescimento de 18,6%, totalizando um acréscimo de 2,8 bilhões sobre a arrecadação de 2009. Estes dados revelam a recuperação do setor industrial e o desempenho positivo da safra agrícola, que por tabela alavancaram o comércio em geral.

Estão dadas, portanto, as condições necessárias para iniciarmos um processo de recuperação do poder aquisitivo do Piso Regional e buscarmos a instituição de uma política permanente de reajuste e valorização deste importante instrumento de distribuição de renda e justiça social.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e as demais centrais sindicais, estarão à frente desta luta, para que o governo do Estado e a Assembleia Legislativa corrijam esta injustiça declarada ao Piso Regional no último período.

Guiomar Vidor- Presidente da CTB/RS e da Fecosul (Federação dos Comerciários do RS).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

AUMENTO REAL DO SALÁRIO MÍNIMO É QUESTÃO DE JUSTIÇA SOCIAL

O efeito cascata do reajuste nos salários dos  Deputados Federais  de 61,8%, repercutiu em quase todos os legislativos do país, conforme informações vinculadas pela imprensa nacional.

Infelizmente, o Congresso Nacional, na semana que antecedeu  o natal, não teve a mesma sensibilidade para com os trabalhadores, negando um amento real para o salário mínimo nacional, fixando-o em R$ 540,00,  determinando-lhe um reajuste de apenas,  5,88%, bem abaixo dos R$580,00 reivindicados pela CTB e demais centrais sindicais.

A permanecer este valor, veremos interrompido um ciclo de crescimento real do salário mínimo, colocado em prática no governo LULA, através de negociação com a representação dos trabalhadores.

São mais de 47 milhões de brasileiros que dependem  direta ou indiretamente deste reajuste. Além de representar um ponto negativo para o encerramento do atual governo, estará na contramão da promessa de campanha do novo governo que se propôs a erradicar a pobreza no Brasil.

É papel das entidades de trabalhadores  e dos partidos comprometidos com o aprofundamento das mudanças em nosso país, em particular os que fazem parte da base do governo Dilma, mobilizar a sociedade e pressionar a equipe econômica do novo governo,  para que o valor do salário mínimo acompanhe o aumento real obtido no último período, elevando-o para os R$580,00 reivindicados pelas centrais sindicais. Desta forma estaremos contribuindo para distribuição de renda e a erradicação da pobreza no Brasil.

Guiomar Vidor-Presidente da CTB/RS e da FECOSUL.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nova diretoria do Sindicomerciários de Caxias tomou posse dia 26

Cerca de 400 pessoas, entre sindicalistas de diversas cidades do estado, políticos e trabalhadores do comércio, prestigiaram a posse festiva da diretoria do Sindicomerciários de Caxias do Sul, sexta-feira (26/11), no CTG Paixão Cortes. O presidente eleito, Sílvio Frasson, destacou em seu discurso, a combatividade e capacidade de diálogo do sindicato. “É uma entidade que está sempre pronta para fazer a luta conjunta de todos os trabalhadores com os demais sindicatos de outras categorias, pois esta luta também é dos comerciários”, afirmou.



Numa perspectiva de curto prazo, Silvio Frasson citou bandeiras de luta importantes para os trabalhadores como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (sem redução de salário), o reajuste do salário mínimo para R$ 580 e a recuperação do salário mínimo regional. O dirigente lembrou o fato de o povo brasileiro ter escolhido para a Presidência da República Dilma Rousseff, uma mulher comprometida com o aprofundamento das mudanças no país. Lembrou também a eleição de Tarso Genro no estado, o que significa um tratamento digno aos movimentos sociais. Entretanto, para enfrentar estes desafios é fundamental a participação dos trabalhadores nas mobilizações junto com a CTB e demais centrais sindicais.

Sílvio Frasson destacou ainda a mobilização para conquistar a regulamentação da profissão da categoria dos comerciários que tramita no Congresso Nacional, o descanso aos domingos e feriados, a ampliação da licença-maternidade para 180 dias, a valorização dos salários normativos , o combate ao banco de horas e a implementação do vale-refeição para toda a categoria.

Frasson afirmou ainda que a diretoria vai dar prosseguimento às melhorias nos serviços do sindicato, priorizar a busca de recursos para a construção da nova sede da entidade, e ampliação do número de sócios do sindicato. “A partir do início de 2011, vamos iniciar uma campanha de sindicalização para ampliar a representatividade e a capacidade de mobilização do nosso sindicato”, enfatizou o presidente.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou a militância de Sílvio Frasson que está na diretoria do sindicato desde o início dos anos 1980. “Tenho certeza que o trabalho do Sílvio à frente da diretoria será de pleno êxito e que os desafios serão vencidos com a ajuda dos demais companheiros que assumirão a entidade” disse.




Ivanir Perrone, que deixa a presidência do Sindicomerciários após três mandatos, afirmou que as lutas enfrentadas neste período serviram para fortalecer ainda mais a categoria. Segundo ela, muitos desafios foram vencidos, mas ainda existe muito trabalho a ser feito. Enfatizou também a importância de mulheres da categoria participarem ativamente da diretoria da entidade, como é o caso da colega Silvana Ferraz que assume a vice-presidência do sindicato.

A eleição foi realizada nos dias 21, 22 e 23 de julho. A chapa única Renovação e Luta somou 1.047 votos, o que significa 98,5% dos votos. O mandato da diretoria presidida por Sílvio Frasson vai até 20014.


Por: Jânio Medeiros
Fotos: Márcia Carvalho