quarta-feira, 2 de junho de 2010

Conclat reúne 30 mil trabalhadores em SP

A classe trabalhadora brasileira viveu nesta terça-feira (1º de junho) um dos dias mais importantes de sua história. O Estádio do Pacaembu, em São Paulo, foi palco da segunda edição da Conclat, iniciativa resgatada pela CTB em seu Congresso de Fundação — em dezembro de 2007 — e agora concretizada por mais de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo o país.

Unidas, CTB, Força Sindical, Nova Central, CGTB e CUT demonstraram para a sociedade brasileira a capacidade de articulação das centrais sindicais do Brasil, ao organizar um evento da magnitude e importância da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. A partir desse espírito unitário foi possível aprovar, em uma grande Assembleia, a Agenda da Classe Trabalhadora, com vistas a um projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho.

A CTB, desde seu Congresso de fundação, apostou na proposta de levar às outras centrais esse projeto, que só pôde se tornar realidade graças a um longo processo de unidade, que traduziu o novo momento vivido pelo sindicalismo no Brasil. Esse documento agora será entregue a todos os candidatos à Presidência da República e servirá como base para as próximas campanhas de luta da classe trabalhadora no país.
A Declaração Política do 2º Congresso da CTB, realizado em setembro de 2009, já adiantava como deveria ser o processo de constituição do evento realizado neste 1º de junho. “Para coroar o processo de unidade que já está em curso, a CTB propõe a realização de uma nova Conclat - Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, reunindo milhares de sindicalistas de todas as centrais e entidades sindicais, independentemente das posições políticas e ideológicas, sem discriminações. A Conclat vai elevar a um novo patamar o nível de intervenção e influência do sindicalismo e da classe trabalhadora na vida nacional”, dizia o texto.
Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, depois da segunda edição da Conclat, o Brasil verá surgir um novo movimento sindical. “É uma vitória da unidade, independentemente de quem teve a iniciativa desta Conferência. Daqui para frente, a classe trabalhadora terá um papel mais elevado, e certamente influirá cada vez nas decisões políticas do país”, afirmou.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, também destacou a unidade das centrais. “No Congresso da CTB eu já dizia que essa seria uma das melhores propostas surgidas no seio sindical ao longo dos últimos anos. É claro que seria necessário um amadurecimento de todas as centrais — e isso felizmente ocorreu”, comentou.

Seis eixos

A Agenda da Classe Trabalhadora, documento aprovado por unanimidade pelos cerca de 30 mil participantes da Conclat, contemplou seis eixos considerados estratégicos pelas cinco centrais e traduziu sua unidade de luta:

1. Crescimento com Distribuição de Renda e Fortalecimento do Mercado Interno;

2. Valorização do Trabalho Decente com Igualdade e Inclusão Social;

3. Estado como Promotor do Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental;

4. Democracia com Efetiva Participação Popular;

5. Soberania e Integração Internacional;
6. Direitos Sindicais e Negociação Coletiva.

O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, já adiantava em recente artigo que o conteúdo da Agenda da Classe Trabalhadora indicaria o fim da era neoliberal para o país. “O conteúdo das propostas indica que a imensa maioria do sindicalismo nacional se posiciona contra o retrocesso neoliberal e em defesa da continuidade e aprofundamento das mudanças progressistas inauguradas com o governo do presidente Lula”, sustentou o dirigente.
Unidade

Os discursos dos cinco presidentes das centrais destacaram a unidade conquistada ao longo dos últimos meses, período em que se materializou o documento final da Conclat.

Antônio Neto, da CGTB, disse que essa união deve servir de exemplo para as próximas lutas do sindicalismo. “A grande virtude deste palanque é a unidade. Até 2002, estávamos na resistência e esta assembleia marca a maturidade das centrais. Organizadas, só temos a ganhar. Temos agora que seguir unidos para que sigamos avançando”, afirmou.

Para José Calixto Ramos, da Nova Central, essa unidade tem que ser traduzida em novas ações de luta. “Soubemos lidar com nossas diferenças para organizar este evento. Somente a unidade de ação trará resultados satisfatórios para a classe trabalhadora”, bradou.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, lembrou que, apesar da amplitude do documento elaborado pelas centrais (são 249 itens no total), prevaleceu a unidade em torno das causas mais importantes. “Nós já vínhamos buscando isso há muito tempo. Temos divergências, é claro, mas aprendemos a nos unir naquilo que é mais importante para os trabalhadores”, disse.

Artur Henrique, da CUT, lembrou que essa mesma unidade demonstrada na Conclat foi a responsável por conquistas recentes, como o reconhecimento das centrais e a política de valorização do salário mínimo. Segundo ele, esse mesmo esforço deve ser feito nas próximas eleições, no sentido de evitar qualquer retrocesso político para o país. “O desafio é muito grande, pois não podemos permitir a volta ao poder daqueles que trouxeram tanto atraso para o Brasil”, afirmou.

O presidente da CTB, em seu discurso, destacou o caráter histórico da Conclat e sustentou que a mesma unidade demonstrada pelas centrais deve servir de exemplo para um novo projeto nacional de desenvolvimento. “Estamos fazendo história e devemos ter consciência de que o destino do Brasil depende de nós. Os rumos políticos da nação podem ser mais ou menos progressistas dependendo da participação da classe trabalhadora nas batalhas em curso e, em especial, nas eleições de outubro, nas quais devemos nos empenhar de corpo e alma para eleger candidatos identificados e comprometidos com nossa agenda”, disse.

Wagner Gomes lembrou também que a responsabilidade dos trabalhadores e trabalhadoras é muito grande, bem como seus desafios. Mas mostrou-se otimista quanto ao futuro e também adiantou qual será a tarefa do movimento sindical para este ano: “Derrotamos o neoliberalismo nas urnas em 2002, voltamos a derrotá-lo em 2006 e vamos lhes impor uma nova derrota em outubro, barrando a possibilidade de retrocesso. É esta a nossa tarefa comum neste ano”.
Fernando Damasceno – Portal CTB

domingo, 30 de maio de 2010

Pela regulamentação da categoria comerciária

Durante o Congresso dos Comerciários, entregamos ao Secretário da Presidência da República, Luis Dulci, o projeto de regulamentação da categoria comerciária. Confira!



Íntegra do Documento dos Comerciários ao Presidente Lula


Exmo. Senhor
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República


Comerciários do Brasil se mobilizam e reivindicam que Lula sancione o fim do fator previdenciário e o aumento de 7,71% para os aposentados

Os mais de 500 delegados presentes ao 3º. Congresso Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços do Brasil, representando aproximadamente 10 milhões de trabalhadores brasileiros, se dirigem ao senhor presidente da República para reivindicar que sancione o projeto que determina o fim do fator previdenciário, bem como o aumento de 7,71% nos proventos dos aposentados.

A mobilização dos trabalhadores brasileiros garantiu a aprovação, pelo Congresso Nacional, dos 7,71% de aumento e do fim do fator previdenciário. Acreditamos que o presidente Lula, defensor dos aposentados durante toda a sua trajetória política, não se deixará levar pela campanha sistemática que a mídia tem feito contra a melhoria dos proventos dos aposentados e em defesa do criminoso fator previdenciário.

O fator previdenciário é uma estranha fórmula criada no governo FHC que, no final das contas, abocanha de 30% a 50% do que o trabalhador tem a receber como aposentadoria e que, notadamente, dificultou a vida de muitos brasileiros. 

O reajuste dos aposentados e o fim do fator previdenciário não são ameaças às contas da Previdência. No ano passado, o governo gastou, no chamado 

item Gastos Financeiros da União, 380 bilhões de reais. É um volume muito alto de recursos destinados ao sistema financeiro. Daí, seus altíssimos lucros. Cada ponto percentual de aumento na taxa Selic significa 10 bilhões de reais a menos nos cofres públicos.  Diante desses números, como argumentar que não há 1 bilhão de reais para o reajuste aos aposentados?

Os dois exemplos acima apenas reforçam o argumento dos trabalhadores em geral e, particularmente, dos dirigentes sindicais presentes ao 3º. Congresso Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços.

Por isso, Presidente, não use o veto. Demonstre ao povo brasileiro, mais uma vez, seu espírito de justiça e sensibilidade às causas sociais, sancionando o referido projeto.

Brasília, 26 de maio de 2010.

Levi Fernandes Pinto
Presidente em exercício da CNTC

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Há 8 anos o Brasil perdia João Amazonas

Há oito anos, no dia 27 de maio, o Brasil e o PCdoB perdiam o camarada João Amazonas. Aos 90 anos, parava de bater o coração daquele que foi o cérebro e a alma do Partido Comunista do Brasil ao longo de quatro décadas, desde que, ao lado de camaradas como Maurício Grabois, Pedro Pomar, Carlos Danielli e outros bravos dirigentes e militantes comunistas, reorganizou o PCdoB depois da grande cisão ocorrida no partido fundado em 1922.


Por José Reinaldo Carvalho*

Amazonas, ao lado de Elza Monnerat: incansável lutador

Amazonas ingressou nas fileiras do Partido Comunista do Brasil em 1935, atraído para a luta revolucionária depois de ter participado em Belém do Pará num comício da Aliança Nacional Libertadora, organização de frente única, com caráter popular, patriótico e antifascista.


Em 1943, participou da Conferência Nacional realizada na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas, que assumiu a incumbência de reestruturar o Partido após a prisão do seu núcleo dirigente pela polícia política do fascismo estadonovista comandada por Felinto Muller, um dos piores facínoras da história do Brasil no século 20.

Durante a democratização do país, em 1946, Amazonas foi eleito deputado pelo Rio de Janeiro. Ao lado de Prestes, Grabois, Jorge Amado e outros 11 valorosos camaradas, teve atuação destacada na Assembléia Nacional Constituinte, distiguindo-se pelos discursos que proferia em defesa da classe operária. Foi um dos fundadores do MUT – Movimento de Unidade dos Trabalhadores, contra o peleguismo atrelado ao governo e ao então PTB. O MUT desempenhou papel de proa na greve geral de 1953.

Durante a ditadura militar com o movimento democrático compelido à mais estrita clandestinidade, Amazonas dirigiu a flexão tática partidária no sentido da organização da resistência armada. Com Grabois e Arroyo, encabeçou a Guerrilha do Araguaia, um dos feitos mais heróicos da história do Partido.

Amazonas foi também o formulador da tática ampla, combativa e flexível do Partido de acumulação estratégica de forças, que consistia em realizar ações de massas combativas e estruturar a frente ampla para combater e derrotar a ditadura. União dos brasileiros para salvar o país da ditadura e do imperialismo, conquistar a liberdade política, alcançar a democracia popular, pelo caminho das bandeiras democráticas – pelo fim dos atos e leis de exceção, pela anistia ampla, geral e irrestrita, pela Assembléia Nacional Constituinte – foram formulações precisas que armaram o Partido, os aliados democratas e patriotas e o povo nos embates contra o regime ditatorial e de traição à pátria que vigorou entre 1964 e 1985.

Amazonas participou com entusiasmo patriótico e democrático da campanha pelas eleições diretas. Percorreu o país com as lideranças do velho MDB, dos trabalhistas, nomeadamente Leonel Brizola, e com Lula nas grandes jornadas cívicas da campanha pelas eleições diretas para presidente da República, que passou à história como a campanha pelas Diretas Já! Derrotada a campanha por uma maioria artificial no Congresso Nacional, o dirigente comunista não hesitou em participar do movimento pela eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, a última eleição indireta do país, em 1985.

O camarada João foi um incansável lutador por uma Constituição que salvaguardasse os princípios democráticos e a soberania nacional. Dedicou o melhor das suas energias e de seu precioso tempo, entre 1987 e 1988, a dialogar e debater com os constituintes, dentre os quais uma combativa bancada de cinco comunistas, contribuindo assim para formulações justas na redação da Carta Magna do país.

Em 1989, João Amazonas, ao lado de Lula, foi pioneiro da criação da Frente Brasil Popular. Em muitas manifestações públicas, Lula revelou que nos momentos difíceis daquela campanha, apenas ele próprio e Amazonas acreditavam num desfecho positivo. Tal como em 1989, Amazonas acompanhou o então candidato nas campanhas de 1994 e 1998. Poucos dias antes de sua morte, em 2002, recebeu na sede do Partido uma delegação do Partido dos Trabalhadores, com Lula à frente, que viera solicitar formalmente o apoio do PCdoB à candidatura que poucos meses depois triunfava nas urnas, abrindo uma nova página na vida política brasileira. Sua contribuição foi decisiva. Lutou por um novo Brasil até o último suspiro.

O camarada Amazonas tinha profundas convicções revolucionárias e era plenamente consciente, pelos conhecimentos teóricos e a experiência que adquiriu, de que a encruzilhada histórica do Brasil só seria superada com a ruptura revolucionária com o sistema político-jurídico e econômico-social das classes dominantes, baseado na dominação imperialista, no capitalismo monopolista e financeiro e no latifúndio. Opinava que a saída de fundo para o Brasil abrir caminho ao progresso social, à verdadeira democracia e à independência nacional é o socialismo.

Internacionalista, solidário, defendeu o movimento comunista e foi um incentivador incansável da atividade internacional dos comunistas brasileiros

Dialético, atento aos solavancos e ziguezagues da história, compreendeu que o poder não se conquista nem o socialismo se constrói em linha reta. Muito menos copiando modelos ou repetindo formulações historicamente datadas. Legou-nos as ideias criadoras do Programa Socialista, de 1995, em que se baseia o Programa aprovado no 12° Congresso, no ano passado. Deixou no partido a marca indelével de uma tática e uma estratégia de acumulação revolucionária de forças, de unidade do povo brasileiro, tendo por rumo a libertação nacional, a emancipação social e o socialismo.

Sua maior herança é o Partido Comunista de quadros e de massas, de firmes princípios marxistas-leninistas, instrumento indispensável para levar adiante a luta do povo brasileiro, partido que a geração atual de militantes e dirigentes tem o dever de preservar, consolidar e desenvolver, sempre patriótico, sempre revolucionário, sempre internacionalista, sempre comunista, independentemente das circunstâncias e das conjunturas.

* Secretário Nacional de Comunicação do PCdoB

Imagens do Congresso dos Comerciários

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sessão no Senado homenageia comerciários

Sessão emocionante marcou a homenagem do Senado Federal aos trabalhadores no comércio e serviços do Brasil, nesta segunda-feira, 24 de maio. Trabalhadores vindos de todo o país lotaram o plenário e galerias.

Todos os discursos destacaram a importância da categoria comerciária e dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores no dia a dia. Por isso todos destacaram a importância da regulamentação da categoria comerciária para garantir direitos como carga horária, condições de trabalho, salários, descanso aos domingos e feriados, entre outros.

Em meu discurso saudei todos os trabalhadores, em especial as mulheres pela passagem dos 100 anos do Dia Internacional das Mulheres. Disse que a regulamentação da profissão de comerciário no Brasil é uma reivindicação antiga de homens e mulheres de todas as idades, que todos os dias constroem as riquezas deste país.

A regulamentação da categoria nada mais é do que estabelecer regras que possibilitem o reconhecimento e a valorização da profissão. Disse também que junto com outros movimentos sociais buscamos o desenvolvimento do Brasil, com valorização do trabalho e distribuição de renda onde todos possam ter uma sociedade mais justa.

Também destaquei o 3º Congresso Nacional dos Comerciários que começa hoje a noite e que será o maior da história desta categoria. Serão mais de 700 delegados, representando 628 sindicatos, 26 federações, representando todas as regiões do Brasil.

Vamos debater e traçar rumos para as questões dos trabalhadores no comércio e serviços brasileiros.

Comerciários debatem questões da categoria

Começa hoje e vai até quarta o 3° Congresso Nacional dos Trabalhadores  no Comércio, em Brasília. O encontro é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)  vai debater vários assuntos de interesse dos trabalhadores no comércio e serviços do Brasil.

Na pauta, os desafios dos trabalhadores na conjuntura econômica atual, papel da mulher na sociedade atual e no sindicato, regulamentação profissional, fusões no setor de comércio, jornada de trabalho, previdência, segurança e saúde do trabalhador.

Agora, pela manhã, os comerciários estão sendo homenageados, às 11h, em Sessão Solene no Senado Federal. A proposição da homenagem é do senador gaúcho Paulo Paim e eu falarei na Sessão.

Como um dos organizadores deste congresso, que será o maior já realizado pela categoria no país, digo que este será um momento histórico, pois reuniremos trabalhadores de todo o país para tratar de assuntos pertinentes a esta atividade. Certamente será muito proveitoso porque além dos debates serão definidas políticas de enfrentamento aos problemas dos trabalhadores deste setor.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Instituto Naumild foi lançado em Caxias

Dia 8 de maio, em Caxias do Sul, um churrasco marcou o lançamento do Instituto Naumild, que atuará nas áreas da cultura, comunicação, esportes, entre outras.

O presidente do Instituto é Fabio Kossmann  que registrou que o Instituto Naumild pretende ser um instrumento de estimulo e de ligação dos mais diversos segmentos da cultura  na juventude através de elaborações de projetos, atividades culturais, eventos, palestras, oficinas e cursos.

Eu também estive por lá prestando o meu apoio ao Naumild.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Na luta pelo reajuste de 14% do Piso Regional

O Governo do Estado encaminhou para a Assembléia Legislativa a proposta de reajuste de 6,9% para o Piso Salarial Regional, que significa menos da metade (14%) do índice reivindicado pelos trabalhadores, com base na recomposição das perdas do mesmo, à partir de sua criação até os dias atuais, segundo cálculo do DIEESE.

A CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil não aceita a proposta do Governo e decidiu intensificar as mobilizações junto aos Deputados. Hoje, pela manhã, já estivemos na Assembléia Legislativa. Por iniciativa da CTB, tivemos uma reunião com as demais Centrais Sindicais, onde definimos que não abriremos mão do índice de 14%, pois o mesmo restitui as perdas obtidas pelos trabalhadores (em 2001, o Piso do RS representava 1,28 salários mínimo nacional. Hoje a diferença entre um e outro é de R$ 1,00).

É urgente estabelecer uma estratégia de recomposição das perdas salariais referentes ao piso salarial regional e retomar a pauta do piso na sua integralidade através da criação do Fórum Permanente do Piso Salarial Regional, já que o mesmo tem sido um instrumento importante na distribuição de renda para as camadas sociais mais pobres e fomentador do consumo e do desenvolvimento, atingindo mais de 1 milhão de trabalhadores. As condições econômicas do nosso Estado permitem o reajuste de 14% e a medida injetará milhões na economia gaúcha.

Por isso, ainda na tarde de hoje, vamos reunir com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Giovani Cherini.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dilma lidera pesquisa CNT/Sensus

Pesquisa CNT/Sensus divulgada na segunda-feira (17) mostra que a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, passaria o primeiro turno da eleição de outubro em primeiro lugar, batendo o candidato do PSDB, José Serra. A petista recebeu 35,7% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 10 e 14 de maio, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 11.548/2010.

Também foi feito um levantamento sobre a aprovação do governo Lula. De acordo com a pesquisa, a avaliação positiva foi para 76,1 por cento em maio, ante 71,4 por cento em fevereiro.

Fonte: Reuters

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dia do Gari


Ontem foi o dia do Gari.


Almocei com estes trabalhadores em Caxias do Sul, na comemoração promovida pelo Sindilimp.


Parabéns a esta maravilhosa categoria que mantém nossas cidades limpas e organizadas!

Comerciários lançam campanha salarial 2010

Nesta sexta-feira, dia 14 de maio, a Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul), que representa mais de 520 mil comerciários, lançou a campanha salarial 2010 da categoria. Com o conceito “Vender dá Trabalho e o Trabalho tem que ser valorizado”, a campanha visa o reajuste de 9,99% nos salários dos comerciários, um piso estadual de R$ 700, jornada de 40 horas semanais, licença maternidade de 180 dias, entre outras reivindicações.
Uma passeata com cerca de 450 comerciários, representando mais de 50 sindicatos do Estado do Rio Grande do Sul, se dirigiu à Fecomércio, onde o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, acompanhado de uma comitiva, entregou ao vice-presidente da entidade patronal, Luiz Caldas Milano, uma pauta de reivindicações dos comerciários. As partes deverão se reunir nos próximos dias para debater as mais de 70 cláusulas que estão relacionadas no pedido dos trabalhadores.

Por fim, a comitiva se dirigiu ao Palácio Piratini, sendo recebida pelo Chefe da Casa Civil, Bercílio Luiz da Silva. Na oportunidade, foi reforçado o pedido das Centrais Sindicais de reajuste de 14% no piso regional e da troca de faixa salarial para os comerciários.

No entendimento do presidente da Fecosul e da CTB/RS, Guiomar Vidor, o índice de 7%, proposto inicialmente pelo Governo do Estado, não poderá vingar, pois vai representar o fim do piso regional. Na próxima semana, os comerciários darão continuidade à mobilização juntos aos deputados Estaduais para que seja aprovado o índice de 14% no piso regional.


Texto: Eduardo Vitelo
Foto: Márcia Carvalho