Lurdinha, Guiomar, Ivani (Nega), Edgar, Elói e Paulo. Turma da antiga...
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Meu aniversário!
No CTG Paixão Cortês recebendo meus amigos e amigas que vieram comemorar meu aniversário e o lançamento do meu blog! Sejam todos bem vindos!
sábado, 17 de abril de 2010
Dilma: Assumo compromisso com o emprego!
Na manhã deste sábado, 17, a ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff participou da Plenária dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul, no auditório do Colégio do Rosário, em Porto Alegre, onde debateu o crescimento econômico e a geração de empregos, para uma plateia de dirigentes de diversas centrais sindicais, partidos políticos, representantes de entidades de luta pelas questões de gênero, raça, moradia, juventude, entre outras.
Também estiveram presentes, além de Dilma, três outros ex-ministros do Governo Lula: Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário), Olívio Dutra (Cidades), e Tarso Genro (Justiça). Deputados Federais, estaduais e prefeitos igualmente prestigiaram o evento.
Vidor ressaltou as principais demandas da pauta dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, no atual momento. Como destaque, o presidente da CTB, relacionou a luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários que propiciará a geração de milhões de novos postos de trabalho. Também sublinhou que aos trabalhadores é tema fundamental a luta pelo fim do fator previdenciário.
Além disso, Guiomar Vidor realizou a entrega de um documento para Dilma Rousseff, contendo as reivindicações da CTB aprovada pelo Congresso Estadual da entidade.
Dilma iniciou sua fala, dizendo-se emocionada por reencontrar velhos companheiros de caminhada, referindo-se nominalmente a alguns, de partidos aliados, como Jussara Cony (PCdoB), Vieira da Cunha (PDT), além de outros do seu próprio partido, o PT.
A pré-candidata Dilma anunciou que chegou a esta condição de disputar a Presidência, graças à relação construída com as centrais sindicais e os movimentos sociais. “Eu não vou sozinha. Sem vocês eu não seria o que sou!”, declarou uma Dilma entusiasta do seu papel na continuidade do projeto do presidente Lula. Sobre isso, aliás, Dilma Rousseff fez questão de exaltar seu orgulho de ser herdeira legítima do modelo em curso no país.
Destacou que durante a campanha irá deparar-se com milhões de brasileiros que hoje têm comida na mesa, que agora empunham uma Carteira de Trabalho assinada, que passaram a ter terra e instrumentos para produzir no campo. Ela também falou que encontrará com mulheres que mostrarão, altivas, os eletrodomésticos que conseguiram comprar para suas casas. Mais do que isso, mostrarão suas casa, adquiridas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
“Encontrarei milhões de jovens, Brasil afora, que mostrarão seus diplomas universitários, graças ao Prouni”, disse e foi interrompida pelos jovens que gritavam “Ô ô ô, o filho do pedreiro vai poder virar doutor!”, frase que ela acabou repetindo.
Numa clara referência crítica à oposição, Dilma falou que “não apenas podemos mais, como fomos nós que fizemos e faremos mais. Eu vim aqui e assumo compromissos com vocês”.
Referindo-se aos sindicalistas, Dilma afirmou: “Assumo o compromisso com o emprego e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores, construída junto com as Centrais, assumo também o compromisso de acabar com a pobreza e o déficit habitacional”.
Dilma disse que não basta dizer o que pretende fazer. É necessário deixar claro o que ela não fará e, entre as ocorrências que garantiu não fazer, primeiramente, que não é mulher de fugir quando a situação está difícil. “Por mais que tentem tornar as coisas difíceis para mim, não vou esmorecer e nem abandonar o barco”, fixou mais uma vez, para responder a interpretação distorcida, dada pela mídia, sobre sua afirmação.
Ela também garantiu que não irá fazer uma campanha com apelações, difamações, calúnias e invenções de biografias, mesmo que sobre ela recaia esse tipo de ataque, como já está se vendo.
A ex-ministra foi ovacionada no momento que declarou “não traio os interesses do povo, pois essa é minha bússola. Jamais pedirei que esqueçam o que eu disse. Jamais entregarei o país, jamais decidirei por algo que leve ao prejuízo das riquezas do Brasil e à destruição do Estado Brasileiro”.
Entre as coisas que disse que não fará, Dilma também assegurou que jamais tratará os movimentos sociais à base da repressão, uma vez que, por sua biografia, conhece a importância da democracia e dos direitos democráticos.
Dilma encaminhou a conclusão de sua fala criticando a oposição, que passou todo o governo de Lula criticando os programas sociais, mas que agora começa ambicionar a herança do bolsa família, do PAC, etc. Para ela, no entanto, o povo vai perceber quem são os lobos em pele de cordeiro, já que cada brasileiro, antes do governo Lula, sabia onde acabava seu sonho.
“O Brasil era um país triste e com desigualdades muito mais rigorosas. Este país abatido está sendo enterrado e que no lugar dele, nasce e se desenvolve um novo, onde cada brasileiro passa a ter esperança, auto-estima e respeito. Nós somos os herdeiros legítimos deste projeto generoso, mobilizador e que pertence a todo povo trabalhador”, arrematou Dilma.
Por Sônia Corrêa
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Comerciários: Regulamentação da profissão já!
“As cigarras se incomodam quando as formigas ousam cantar por seus direitos”.
A regulamentação da categoria comerciária é uma reivindicação antiga dos trabalhadores e trabalhadoras no comércio de nosso país, os quais somam hoje mais de 7,3 milhões de empregos com carteira assinada. Trata-se de homens e mulheres, de todas as idades, que todos os dias constroem, com seu trabalho, dedicação e esforço, uma categoria cada vez mais qualificada para servir às exigências de milhões de consumidores dos mais diferentes extratos sociais.A despeito de sermos uma das categorias mais antigas do país, nada mais queremos do que lutar pelo reconhecimento de nossa profissão, implantar regras que possibilitem melhorar nossas condições de vida e trabalho, qualificação profissional e possibilidade da construção de uma permanência mais duradouro no emprego, que hoje amarga uma rotatividade que supera os 50% ao ano no setor.
Tramitam atualmente, no Senado Federal, dois projetos que objetivam a regulamentação da categoria comerciária. Um de autoria do Senador Paulo Paím(PT/RS) e outro do Senador Pedro Simon(PMDB/RS). Ambos buscam atender reivindicações históricas para o setor, dentre as quais destacaria quatro: a redução da jornada de trabalho sem redução de salário; o descanso semanal aos domingos e feriados; piso salarial nacional e a unificação da data base(dissídio coletivo). Esta iniciativa merece a nossa saudação e apoio, cabendo aos dirigentes do setor, implementar um processo de mobilização nacional, capaz de construir a partir destes dois projetos uma proposta que seja viável e que represente conquistas concretas para os trabalhadores e trabalhadoras do setor.
As entidades empresariais do comércio já se manifestaram contra, fato que não nos surpreende, uma vez que este tem sido seu comportamento quando levantadas bandeiras que objetivem a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, que impliquem na redução do lucro empresarial. Cabe a nós, neste ano em curso, intensificarmos a mobilização dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Comércio de todo Brasil para que possamos ver esta proposta aprovada no Congresso Nacional.Somente através de uma grande união e forte mobilização conseguiremos avançar na construção de novas conquistas para estes que tanto contribuem para o bem estar e satisfação dos outros, quando não lhes sobra tempo para se dedicar aos seus.
domingo, 14 de março de 2010
1.500 Mulheres do campo e da cidade comemoram o centenário do seu dia em Maquiné

Por Márcia Carvalho
Com a integração das mulheres do campo e da cidade e com a unidade das trabalhadoras e trabalhadores é possível avançar rumo a uma sociedade mais justa e igualitária. Assim os dirigentes da CTB, da Fecosul e da Fetag sintetizaram suas falas durante a atividade em homenagem aos 100 anos do Dia Internacional das Mulheres e ao 8 de março 2010. O encontro, que reuniu mais de 1.500 pessoas, no sábado (13), no Balneário Municipal de Maquiné, Litoral Norte do Estado, contou com a parceria da Fecosul e Fetag.
A atividade discutiu as muitas conquistas das mulheres desde o direito ao voto, o reconhecimento da trabalhadora rural como profissão, o direito à propriedade pela mulher, a importância da agricultura familiar e a conscientização e preservação do meio ambiente. Políticas públicas, combate à violência contra as mulheres, educação, saúde, cultura e creche públicas. Tudo isso em busca de igualdade de direitos e qualidade de vida para mulheres e homens. No segundo momento o encontro contou com apresentações culturais, dança, música, teatro e talentos do povo.
Conscientização Política e Ecológica
Alexandre Scheifler, assessor da Fetag para o meio ambiente, falou da importância de ser pensar a economia sustentável atendendo as necessidades dos que vivem no campo sem agredir o meio ambiente. Scheifler também alertou para que os trabalhadores rurais não sejam apontados como vilões do meio ambiente. “A preservação e as formas como são usados os recursos naturais é uma responsabilidade de todos, do campo e da cidade”, advertiu.
Jussara Cony, superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), tratou a história de luta das mulheres do século XX como belíssima. “O papel da mulher na sociedade foi um dos marcos do século”, afirmou. Jussara também falou que é preciso ultrapassar os limites do corpo e da alma e dar visibilidade às lutas políticas das mulheres. “Este é o século da participação política das mulheres que devem estar na linha de frente da política e estar a frente das instituições, mas não basta ser mulher é preciso estar do lado dos trabalhadores”, defendeu.
Um dia histórico para a CTB
“Este ato foi um marco histórico para a CTB e para a luta das mulheres do Rio Grande do Sul, superou nossas expectativas”, disse o presidente da Fecosul e CTB/RS Guiomar Vidor. Segundo ele, o ato de comemoração dos 100 anos do Dia Internacional das Mulheres serve para construir a união das trabalhadoras do campo e da cidade o que é um avanço significativo para a luta de todos os trabalhadores. “Foi um ato representativo político e sindical e afirmou as bandeiras atuais pela valorização do salário mínimo, redução da jornada para 40 horas, o fim do fator previdenciário e o reajuste dos aposentados. Estas conquistas vão significar melhores condições de vida e mais dinheiro no bolso dos trabalhadores”, completou Vidor. O presidente da Fecosul também salientou a importância da conscientização para a escolha de um projeto para o Brasil. “Este ano temos a oportunidade de escolher a continuidade do desenvolvimento, não podemos permitir o retrocesso”, alertou.
Silvana Maria da Silva, Secretaria da Mulher da Fecsoul, disse que como dirigente se sentia orgulhosa e gratificada pela participação e integração das mulheres do campo e da cidade. “Para combater a violência e a discriminação, ainda existente na sociedade, é urgente a nossa união”, declarou Silvana. A dirigente da Fecosul fez referência à participação dos homens, que ainda tímida, já é resultado da conscientização de que a luta das mulheres é de todos.
Mulheres e homens classistas e parcerias para o avanço da luta
Abgail Pereira, secretaria nacional da Mulher da CTB, reafirmou a perspectiva de igualdade social e a principal luta que é a emancipação feminina, como uma luta de toda a classe trabalhadora. “Este foi um dia maravilhoso, vai ficar na história, saímos daqui com a certeza da nossa luta e com mais vontade de lutar”, vibrou Abgail. A dirigente nacional também destacou a presença importante de homens da direção estadual e nacional da CTB como Sérgio Miranda, Vicente Selistre e Guiomar Vidor, assim como vários dirigentes sindicais. Abgail ainda saudou a organização, a unidade e a alegria da atividade. Assim como as parcerias que estão dando certo no RS na busca de um mundo sem fome e sem violência para mulheres e homens de todas as gerações.
Participação de lideranças e instituições importantes engrandeceram a atividade da CTB como o prefeito de Maquiné, Alcides Scussel, deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB/RS), gabinete do deputado estadual Heitor Schuch (PSB), vereadores da região, coordenadores regionais da Fetag, Emater, INSS, dirigentes sindicais rurais e urbanos.
Mais uma atividade alusiva ao Dia Internacional da Mulher vai acontecer no próximo dia
16 de março, terça-feira, no Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, com o lançamento do Livro Mulheres e Direitos Humanos. A atividade é uma parceria da CTB com a Coordenadoria da Mulher da Cidade.
sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
40 horas - Reduzir a Jornada para gerar empregos

Com o início dos trabalhos legislativos, as Centrais Sindicais e o conjunto do movimento sindical estão intensificando a mobilização pela votação na câmara dos deputados, do projeto que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Diante desta iniciativa dos trabalhadores, mais uma vez os empresários e seus representantes manifestam a sua contrariedade ao projeto e tentam adiar sua votação.
A redução da jornada sem redução de salários, é uma bandeira que com o passar dos anos ganha mais atualidade, tendo em vista seu enlace econômico e social.
Com o destacado avanço científico e tecnológico, o qual foi fortemente introduzido no mercado de trabalho através das novas técnicas organizacionais e da robotização da produção, verifica-se um acentuado crescimento da produtividade a qual quase dobrou de 1988 a 2008, atingindo um percentual de 84%, aprofundando o desemprego estrutural, o qual somente pode ser combatido através da redução da jornada de trabalho.
Em nosso país, mesmo diante de um processo de desenvolvimento mais perene, o desemprego atinge milhões de trabalhadores do campo e da cidade, homens e mulheres que tem como única fonte de sobrevivência a venda de seu trabalho. Diante deste quadro, o conjunto do movimento sindical, resolveu intensificar nos últimos anos, uma campanha pela aprovação da PEC 393/2001 de autoria dos Senadores Paulo Paim(PT/RS) e Inácio Arruda(PCdoB/CE) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.
No Brasil, como no resto do mundo, a jornada de trabalho não ficou inalterada ao passar dos anos. Os trabalhadores brasileiros ingressaram no século XX trabalhando 16 horas diárias, de domingo a domingo, sem descanso semanal remunerado e percebendo salários miseráveis.
Com o advento da CLT, passou para 48 horas semanais, vindo somente a ser reduzida na Constituição de 88 para 44 horas, sendo hoje, uma das maiores e mais flexíveis do mundo.
A redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário, acompanhada de medidas que limitem as horas extras e eliminem o banco de horas, possibilitarão a criação de 2,5 milhões de novos empregos, mais produtividade e a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
O aumento do custo da mão de obra não pode ser utilizado pelo empresariado nacional como fator de desequilíbrio da competitividade no mercado externo, uma vez que a mão de obra brasileira ainda é uma das mais baratas do mundo, custando em média US$ 5,96 dólares a hora, contra US$ 16,2 da Coréia do Sul, USS 8,35 de Singapura, US$24,59 dos EUA, US$ 37,6 da Alemanha e representará ao final, um acréscimo de 1,99% sobre o total do custo da produção industrial no Brasil, levando-se em conta os dados publicados pela CNI, onde o peso dos salários representam em torno de 22% no custo total do produto.
Concluímos, portanto que a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, propiciará além da geração de empregos, a geração de um circulo virtuoso na economia, ampliando o consumo interno, melhorando a produtividade e a competitividade, a redução das doenças e acidentes de trabalho, maior qualificação do trabalhador, melhoria na qualidade de vida e distribuição de renda. Fatores fundamentais para a construção de uma sociedade mais equilibrada e produtiva.
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